Arte

Ícone do concretismo, Geraldo de Barros inspira gerações de artistas

O fotógrafo nos indica um caminho para entender como um movimento que nasce como vanguarda perpassa décadas e se afirma como definitivo, tornando-se acessível

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Fotografia de Geraldo de Barros exibida na mostra Geraldo de Barros – Imaginário, Construção e Memória, no Itaú Cultural. Crédito: Geraldo de Barros/Itaú Cultural

Entender a obra de Geraldo de Barros (1923-1998) é perceber como a trajetória de um movimento que nasce como vanguarda artística, questiona os modos habituais de se fazer arte e é absorvido pelo mercado. No caso de Barros, há que se deixar claro que ele continua inovador, chamando atenção para seus processos de criação, únicos e originais.

O Itaú Cultural recebe desde o início de agosto, a maior exposição do fotógrafo em três andares da instituição na Avenida Paulista. A curadoria de Geraldo de Barros – imaginário, construção e memória é de Lorenzo Mammi e Michel Favre. Trata-se de um grande evento para celebrar a memória do artista, para quem já o conhece e para quem quer navegar por sua obra pela primeira vez.

Abstrato’, fotografia de Geraldo de Barros de 1949, da série ‘Fotoformas’, exibida na mostra Geraldo de Barros – – Imaginário, Construção e Memória, no Itaú Cultural – Geraldo de Barros/Instituto Moreira Salles/Reprodução

O artista que aprendeu a fotografar de maneira convencional, descobriu errando que podia fazer algo diferente. Ao revelar o filme de sua primeira Rolleiflex, percebeu que havia batido várias imagens num mesmo negativo. Descobriu ali, a partir das instruções que acompanhavam o material, que ele não deveria fotografar contra a luz, manusear o negativo e expor o negativo virgem por mais de uma vez, segundo reporta a Folha de S. Paulo em 10 de agosto.

Esse erro o induziu à provocação de saber o que aconteceria se fizesse o contrário do que ensinava o manual. E perseguiu durante sua carreira, mesmo depois de quatro isquemias cerebrais, que a construção e reconstrução de seu material de trabalho renderiam um legado inestimável, a exemplo das séries Fotoformas e Sobras.

 A exposição percorre a obra do artista entre as décadas de 1940 e 1990. Geraldo de Barros fez parte do grupo concretista, foi criador dos coletivos Ruptura e Grupo Rex. Também foi importante na construção da fotografia de abstração geométrica e participou do Foto Clube Bandeirantes, grupo que inaugurou a fotografia moderna brasileira. Desde 24 de agosto, a sede do Itaú Cultural volta a funcionar com visitação espontânea, sem a necessidade de agendamento prévio e segue até 7 de novembro, de terça-feira a domingo, das 12h às 18h.

Navegamos pela plataforma da Urban Arts para descobrir o impacto do trabalho de Geraldo de Barros no imaginários dos artistas e trouxemos uma seleção de cinco obras que aludem ao geometrismo e ao concretismo. Acompanhe.

Visite a exposição e nos conte depois, aqui, o que achou.

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