Arte

Lina Bo Bardi recebe homenagem póstuma na Bienal de Veneza

Arquiteta ítalo-brasileira é a mulher à frente de projetos icônicos como o MASP e o Sesc Fábrica Pompeia, que incentivam a convivência e a magnitude do acesso à arte

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Arquiteta, desenhista, cenógrafa, designer, editora e artista, a versátil e polêmica Lina Bo Bardi (1914 – 1992) foi reconhecida postumamente pelo seu legado e carreira com o Leão de Ouro, prêmio mais importante da Bienal de Veneza. A mostra será aberta ao público no sábado (22) na cidade italiana.

Retrato de Lina Bo Bardi por Bob Wolfenson

Nascida na Itália e naturalizada brasileira, Lina é a primeira mulher a ser homenageada por sua obra na categoria.  Sua versatilidade como artista e incessante busca por uma arquitetura humanizada – que incentiva o convívio e acolhe a sociedade – foram os principais fatores levados em conta para a conquista póstuma na Bienal de Veneza, que aborda neste ano o tema: “Como viveremos juntos?”.

 “Se há uma arquiteta que encarna mais adequadamente o tema da Bienal de Arquitetura 2021, é Lina Bo Bardi. Sua carreira como designer, editora, curadora e ativista nos lembra o papel do arquiteto como organizador e, mais importante, como construtor de visões coletivas. Lina Bo Bardi também exemplifica a perseverança da arquiteta em tempos difíceis, sejam guerras, conflitos políticos ou imigração, e sua capacidade de permanecer criativa, generosa e otimista o tempo todo”, afirma Hashim Sarkis, arquiteto e curador responsável pela premiação.  (Retirado do site da Bienal de Veneza)

Naturalizada brasileira em 1951, Lina se consolidou como um dos maiores nomes da arquitetura nacional devido a sua criatividade para encontrar soluções sem deixar de lado os traços simples e objetivos de suas obras.  Entre elas, destacam-se o MASP, SESC Pompéia, Teatro Oficina e a Casa de Vidro em São Paulo, além do Solar do Unhão na Bahia.

 “Agradecemos a Bienal de Veneza por sua visão em reconhecer hoje uma mulher generosa e multi-talentosa que tocou a tantos e continuará a inspirar por muitas gerações vindouras. Esperamos que a edição de 2021 da Bienal – ao invés de inflar sua popularidade como um ícone arquitetônico – vai ajudar a ainda melhor contextualizar e comunicar a profundidade da visão crítica de Lina Bo Bardi do mundo: sempre cuidar dos menos culturalmente representados, consciente da importância da diversidade na arte e na arquitetura e comprometida com uma abordagem multidisciplinar da arquitetura, reunindo pessoas de todas as esferas da vida. “, publicou o Instituto Bardi.

Na Urban Arts, você encontra dezenas de obras inspiradas no trabalho dessa artista, que assim como nós, acreditava na pluralidade e na arte acessível a toda população. Confira nosso acervo no site!

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