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99 anos da Semana de Arte Moderna e seu legado para a posteridade

Polêmica, Semana de 22 revolucionou a arte brasileira e consolidou o Brasil no mapa cultural mundial

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Ao som de gritos, xingamentos e vaias – e até mesmo desviando de tomates arremessados ao palco – os pintores, escritores e poetas da Semana de Arte Moderna de 1922, que completa 99 anos no sábado revolucionaram as artes brasileiras.

Pôster da Semana de 22 criado por Di Cavalcanti, o carioca importado para o evento

Nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro daquele ano, os visitantes do Teatro Municipal de São Paulo puderam presenciar a ascensão de uma nova concepção de “cultura brasileira”, guiada por movimentos de vanguarda internacionais, mas que rompia com o fazer artístico admirado pela elite conservadora nacional da época.

Influenciados por movimentos europeus como o cubismo e o realismo, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Villa-Lobos, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Menotti del Picchia , Graça Aranha, entre outros, foram os responsáveis por posicionarem Brasil e a capital paulista no mapa das artes pós-primeira guerra.  Foram três dias de exposições que manifestavam o novo, a inquietação, a cultura regional – e principalmente a polêmica.

Curiosamente, dois dos principais nomes do movimento modernista não estiveram presentes nas exposições. Manuel Bandeira, que estava doente, não pode comparecer fisicamente, mas teve seu poema “Sapos” recitado no segundo dia. Já Tarsila do Amaral, talvez a mais reconhecida artista brasileira internacionalmente, estava na Europa e só foi se integrar ao movimento alguns meses depois.

Apesar do movimento não ter sido recebido com bons olhos pela crítica nacional e elite, o legado foi grandioso. A experimentação de cores que representam a brasilidade, o uso de novas formas e a despreocupação com regras, fez com que esse movimento ganhasse repercussão por todo o mundo na época e até hoje – o que pode ser notado pelo grande impacto no cenário internacional da recente exposição das obras de Tarsila do Amaral no MoMA.

E se inovação, inquietude, brasilidade e muita cor são as palavras chave desse estilo, na Urban Arts não poderiam faltar peças inspiradas no movimento. São centenas de obras cheias de bossa e que homenageiam a cultura brasileira disponíveis em nosso acervo para você trazer um pouco de modernismo para as parede de casa. Confira em nosso site!

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